Renovação do Largo 3 de Julho
O Passado
No campo da feira, adquirido em duas fases na década de 40, com cerca de 4000 m2, funcionou durante muitos anos a feira semanal, sala de visitas da freguesia e parque de estacionamento.
Infelizmente, na década de 80 a feira semanal cresceu para a Av. 25 de Abril trazendo problemas de estacionamento agravados com as construções surgidas a partir de finais da década de 80. Esta situação levou ao alargamento do campo da feira para poente, o único espaço envolvente possível.
Depois de anos de negociação, em 2000 foi possível avançar com o alargamento do campo de 4000 para 10000 m2.
Com a aprovação da candidatura apresentada ao então PROCOM, hoje URBCOM, Joane viu ser possível a renovação do Largo 3 de Julho, vulgarmente denominado por Campo da Feira.
A Actualidade
Renovar o Campo da Feira é hoje uma necessidade consolidada, o que leva a Junta de Freguesia a pressionar a Câmara para efectuar a renovação de acordo com a candidatura aprovada.
Para isso é necessário derrubar as barracas e mercado semanal, construindo de raiz um novo edifício que albergue as lojas e um mercado com condições de higiene e salubridade, permitindo que o mesmo se transforme em diário e seja mais uma oferta para todos os que aqui habitam.
Tal edifício terá que apresentar-se como uma construção funcional e com arquitectura moderna condizente com o arranjo previsto para o Campo.
Assim, só depois de construído o novo mercado e o novo espaço para as lojas é que será possível avançar com a destruição das barracas velhas e inestéticas e consequentemente o avanço das obras de renovação urbana.
O Financiamento
A Câmara pagará entre 40 a 50% das obras de renovação urbana, uma vez que os restantes 50% deverá ser a Direcção-Geral do Comércio a suportar no âmbito do URBCOM, ou fundos comunitários.
À Junta competirá suportar os encargos com a construção do mercado e lojas comerciais, com um custo estimado em 175.000 euros (35.000 contos), valor elevado e para o qual a Câmara já afirmou não ter disponibilidade financeira para ajudar, tornando-se assim num desafio difícil mas não impossível.
As consequências far-se-ão sentir nos apoios que anualmente a Junta dá às associações da terra e nas obras que assim durante o ano de 2004, ficarão estagnadas.
O Ultimato
A Câmara comunicou à Junta para que rapidamente decida a questão do mercado e das lojas, pois se o não fizer arrisca-se a Freguesia a não ver concretizado o arranjo do Campo da Feira.
A Junta, ciente que não pode mais adiar a questão e não tendo outras formas para financiar o projecto, tomou já a decisão: em 2004 o investimento inscrito em orçamento será integralmente para o projecto das lojas e mercado. Quanto a obras, os joanenses terão de perceber que, face ao ultimato e face ao não apoio da Câmara para o edifício, (lojas e mercado) não nos resta outra opção.
Joane terá de compreender que o nosso centro deverá estar em primeiro lugar e os custos com o edifício não poderão ser mais reduzidos, sob pena de voltarmos a construir barracas e não algo que nos orgulhe e dignifique.
A opção está tomada. Custa um pouco mais, mas o futuro e a grandeza da nossa terra assim o justificam.
A Obra
O mercado será constituído por 11 espaços destinados à venda de carnes, peixe e legumes. As áreas definidas são sensivelmente as mesmas do actual espaço.
Será um espaço fechado, sendo as paredes interiores revestidas todas a azulejo, dispondo cada uma de uma banca. Paralelamente a estes espaços irá ser construída uma pérgula que cobrirá a zona por onde acederá o público.
As lojas comerciais são seis tendo todas a mesma área de 25m2 mais um WC. A sua frente ficará virada para o arruamento que será construído a sul do campo da feira.