Historial Completo
O Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Joane foi fundado em 26 de Agosto de 1984.
O começo do grupo foi difícil. Cada elemento pagou o seu traje, e foi depois ressarcido pelo grupo, conforme foi angariado dinheiro.
Começou então o grupo o difícil trabalho da recolha de trajes e através de muito trabalho e dedicação conseguiu ainda algumas maravilhas dos trajes típicos Joanenses, autenticas obras de arte, algumas delas em tão mau estado que as tiveram de reproduzir, reprodução essa o mais fiel possível com o original.
Hoje o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Joane é possuidor de trajes originais e reproduções que são dignos de serem vistos e usados pelos seus componentes.
Na nossa terra os trajes femininos eram geralmente bem confeccionados, e de muito bom gosto, existiam aqui muitos e bons alfaiates e muitas boas costureiras ou modistas, ainda hoje existem.
Na mulher, a cor das saias era normalmente o preto, o azul-escuro ou o castanho. Isto nos fatos domingueiros, de festa e noiva. Os tecidos eram cetim, fazenda e burel. A camisa era em linho, algodão ou ainda em estopa. Por outro lado nos trajes de trabalho predominava o cotim, a chita e o riscado. Nos pés usavam o chinelo de verniz ou couro, nos fatos domingueiros. Nos trajes de trabalho usavam os socos de pau.
Os homens usavam calça preta ou castanha e botas de couro castanho ou preto. Na elaboração dos trajes de trabalho era utilizado o cotim, o riscado, o linho, a estopa e havia ainda quem usasse camisas de tormentos. Nos pés usavam socos de pau ou chancas. As chancas eram feitas com o cabedal das botas velhas e levavam um bocado de madeira a fazer o fundo.
Os trajes de trabalho não estavam destinados a este ou aquele trabalho, serviam para quase todos, excepto o traje de linho que só era usado pelos filhos dos patrões das quintas. Ainda ligado aos trajes de trabalho, os guardadores ou chamadores de gado usavam a forja de palha, para se protegerem do frio e da chuva.
Os malhões, os viras, as chulas e os verdegares, são as modas mais características do nosso folclore. Embora outras danças como o regadinho e a rusga também dele fazem parte. Na verdade o malhão tem origem nas malhadas, tradição agrícola já em desuso, em que a força do homem e do malho se igualavam, e o suor do rosto se misturava com o amarelo das espigas. A Dança do vira, que pode ter expressão apenas num par (o malhão tem-no no conjunto) é dançado em Joane, com uma ou outra coreografia, em roda, em oito, em cruz ou trespassado.
O malhão é o cantar mais popular de Joane. Os viras e as chulas nunca eram muito usadas pelos cantadores nos desafios, pois, preferiam o malhão porque lhes estava na alma.
O Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Joane é membro efectivo do INATEL de Braga desde 1987, é sócio efectivo da Federação de Folclore Português desde 1995.
O Grupo tem percorrido, não só Portugal de norte a sul, como tem vindo a realizar algumas actuações no estrangeiro, mais propriamente em Espanha, França e Suiça. O Grupo esteve também presente em vários espectáculos televisivos, tais como: no Minas e Armadilhas (SIC), na Praça da Alegria (RTP), e na TV Galiza em Espanha. Tiveram também várias actuações conjuntas com grupos da nossa vizinha Espanha, também com grupos da Croácia, Arménia, Tailândia, México, Brasil, França, América e outros.
Todos os anos realiza um Festival de Folclore, no qual, vem à nossa terra (Joane), grupos de vários pontos do País, mostrar as tradições das suas terras.
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